20 março, 2012

Na pele do outro

Empatia, segundo meu velho dicionário impresso, é um "estado de espírito no qual uma pessoa se identifica com outra, presumindo sentir o que está sentindo". E, segundo pesquisas recentes (veja melhor neste vídeo, em inglês), sentem mesmo: ao observarmos as reações de alguém (felicidade, medo, entre outras), o cérebro "ativa" o mesmo "caminho", os chamados neurônios-espelho.

Mas o que o profissional em serviços tem a ver com isto? Vejamos esse exemplo, tirado de um artigo da newsletter da Harvard Business School (em inglês, tradução nossa): uma mulher teve a sua bagagem perdida na véspera do funeral de seu marido. Os funcionários de uma loja de departamentos local, pertencente a uma rede de 225 estabelecimentos, decidiram ficar abertos para que a família pudesse comprar algumas poucas peças para aquela ocasião já tão difícil.

Onde será que essas pessoas fazem compras?
(   ) Nordstrom (   ) qualquer outra loja de departamentos

Todos nós já passamos por situações em que gostaríamos que alguém se colocasse em nosso lugar e nos ajudasse. Mas isso vai além: no setor de serviços, queremos que nossas expectativas sejam superadas, queremos ser especiais, não só mais um. Em outro exemplo do mesmo artigo, uma aluna do MBA perguntou em palestra dada pelo diretor do hospital nº 1 no ranking de sobrevivência em cirurgias cardíacas "o que o hospital estava fazendo para ensinar empatia aos médicos". Descobriu-se então que o pai da aluna, também médico, optou por fazer sua cirurgia no hospital nº 2, porque no primeiro os médicos tinham a reputação de não se comunicar com os pacientes, antes ou depois das intervenções.

In one's shoes
Felizmente, essa história teve final feliz, e o renomado hospital começou uma mudança e conscientização dos profissionais. Pensando em termos menos extremos, imagine-se como turista em um país estrangeiro, como preferiria ser tratado? Com um "Boa tarde e bom passeio, senhor", na língua do país, ou em português? Melhor ainda, sabendo que os brasileiros gostam de apreciar diferentes tipos de café, por exemplo, que tal uma dica sobre algum excelente lugar para degustação?


E como profissional, como você quer ser? E em que ambiente quer trabalhar?

Para terminar, a boa notícia, por Rique Nitzsche, autor de um execelente artigo em que aborda o assunto:
"Uma boa notícia é que empatia, quando em falta, pode ser exercitada. Como um músculo, se exercitada, pode manter sua empresa ativa e saudável. Existem exercícios envolvedores que despertam a visão empática. Chefes podem viver uma experiência como funcionários ou gestores podem observar os consumidores usando seus serviços ou produtos."

16 março, 2012

O pessoal de lá

Alguns dizem que está faltando emprego; outros, sobrando qualificação; e outros, ainda, o inverso de tudo. Afinal, como anda o cenário de Recursos Humanos na grande Florianópolis?

Não se pode negar que o setor de serviços ainda tem muitos Km de qualificação pela frente, não só em língua estrangeira, mas em atitudes profissionais, treinamento, até em simpatia! Por outro lado, em certos cargos, a nível gerencial, sobram qualidades e especializações. Em tempos de imigração de mão-de-obra, vale a pena pensar em qual situação você se encaixa.

Imigração, sim! Se na primeira, como anda a SUA busca por excelência? Para empregos que aparentemente não exigem muita qualificação, o profissional que não tem diferencial não consegue competir com a leva de haitianos, por exemplo. Absolutamente nada contra, muito pelo contrário, há uma corrente humanitária de ajuda após o terremoto de 2010 muito bonita e forte. A dúvida é: por que eles conseguem trabalho nesse estado, quando há tantos locais procurando? A resposta pode ser simples (ou não): vêm preparados para trabalhar, por enquanto na agroindústria, e acima de tudo vêm dispostos a melhorar, crescer, seja lá por quais motivos - imigração, ajudar financeiramente a família no Haiti, voltar a seu país para reconstruí-lo. E, só para acrescentar uma pitada de pimenta, muitos já chegam sabendo o francês (uma das línguas oficiais do país) e espanhol, devido ao tempo de refúgio nos países vizinhos.

Já se sua procura por um novo emprego anda infrutífera devido ao alto número de candidatos bem qualificado, imagine que pode ficar pior, com a chegada do "Imigrante 4.0", como intitula a redação da revista Você S/A. Aquele jovem preparado para o mercado europeu, que entrou em crise e abriu alternativas de países em crescimento, principalmente na América do Sul, onde já há bastante investimento estrangeiro. Ah, só para constar, jovens que falam fluentemente inglês, além da língua materna, e às vezes ainda uma terceira. E você, se atualiza? Busca sempre um "algo mais"?

Em qualquer caso, estamos falando de profissionais motivados. E o pessoal de cá, vamos ficar parados? Nós da Usina Eólica acreditamos que há, sim, espaço para os imigrantes, e também para os profissionais daqui, porque o mercado promete muito crescimento. Mas só para os que se prepararem.

Senão, você pode ficar como esse nosso amigo aí do lado...

13 março, 2012

O tempo "livre"

Existe um movimento de “retorno às origens” entre profissionais se aproximam dos quarenta anos, pessoas que apostaram tudo na carreira mas se vêem frustradas por diversos motivos. O desejo de muitos, nesse momento, é abandonar o navio e começar uma atividade nova, geralmente privilegiando aquele talento ou hobby esquecido desde a adolescência.

É claro que isto muitas vezes não é possível por motivos de diversas ordens, e tantas outras que exigem um esforço e compromisso que o profissional não está disposto a ter. Ainda assim, não dá para viver sem a sensação de satisfação pessoal, sempre.

Plano C: música, teatro, Voluntariado...
Uma alternativa saudável e possível de realizar é o Plano C – uma atividade paralela que amplia os horizontes e acaba, no fim, trazendo benefícios para o seu lado profissional também! Fazer algo por prazer ou altruísmo, além de altamente motivante, também permite que o profissional de qualquer área desenvolva sua criatividade e seja mais aberto a inovações. Isso sem contar a possibilidade de networking, muito mais divertido por trazer interesses diferentes da esfera do trabalho “oficial”!

Por fim, compartilho um post do blog Yomga - adivinhem o assunto - onde a autora faz um paralelo entre a atitude do yoga e as ferramentas de um bom gestor – mas, como sempre, aplicável a qualquer líder, seja em qual profissão e cargo estiver. Boa leitura!

"Minha referência para o que considero as "ferramentas" necessárias para qualquer professor (de Yoga), e perfeitamente aplicável a qualquer educador/gestor de pessoas/ diretor... ao mundo corporativo das empresas. 

Compaixão – entender as necessidades, limitações e potencial de cada um e de acordo com as mesmas, conferir confiança e encorajá-lo a novas conquistas no ritmo próprio dele.
Paciência – cada pessoa aprende em sua própria maneira. Seja criativo na maneira de ensinar e ofereça à medida do possível atenção individual.
Observação – não existe postura perfeita no Yoga! Procure pela essência. Lembre-se, para fazer uma obra de arte, começamos com, por exemplo, uma pedra enorme, e devagar vamos lapidando até que com muito trabalho chegamos a uma obra de arte. Leva-se tempo!
Clareza e simplicidade – entenda e expresse a essência com termos simples. Os grandes professores são aqueles que brilham a luz da clareza em áreas de complexidade.
Confiança – acredite plenamente no que você ensina. A inspiração do Yoga vem da prática e a sua prática pessoal é a chave para tudo.
Honestidade – se você não souber alguma coisa, diga que não sabe. É melhor admitir a ignorância e ir buscar a resposta, buscando aprender sempre mais. Ensine apenas aquilo que você sabe, para que seu conhecimento tenha sempre credibilidade.
Ética – esteja atento a relação e a forma correta de agir dentro e fora (da escola).
Mente aberta – um sistema não tem todas as respostas. Dê aos seus pupilos referências de outros professores e continue aprendendo.
Bom-humor – ria consigo e com os outros. Promova leveza. Aprenda que tudo fica mais fácil quando temos o coração aberto e a mente relaxada.
Equilíbrio – introspecção/extroversão, leveza/severidade, empurrar/puxar, abrir/fechar, inspirar/expirar, grosso/sutil, ensinar/aprender, demonstrar/observar, falar/ouvir. O equilíbrio é a essência!
Continue adicionando ferramentas em sua caixinha e refine a arte de utilizar a ferramenta adequada com cada pessoa a cada momento. Mantenha a mente aberta, pois sempre há mais para se aprender."

08 março, 2012

As lições da vida... Dos outros

A essa altura, você já deve ter enviado ou recebido muitos "parabéns" pelo Dia Internacional da Mulher. Deixando de lado qualquer discussão feminista ou machista, esta é, sim, uma data para se comemorar. Para quem não sabe, ela foi assim definida porque 130 mulheres morreram em um incêndio criminoso em 1857; 130 seres humanos que foram à luta, reinvidicar uma vida melhor.

É claro que muito já mudou, principalmente falando de Brasil, graças a todas as outras pessoas que continuaram essa luta, independente do gênero. Ainda há muito o que se fazer, no entanto - e se isto deve ser mudado, por um lado, pelo outro é justamente a força que nos move. Saber que algo pode ser melhorado - há motivação maior? Encarar os problemas, diferenças ou limitações como oportunidades para, a cada passo, tentar fazer a diferença, mesmo que não pareça muito, mesmo que não atinja milhões.

O vento sopra para começar um novo ciclo...
Porque crescer, desenvolver-se, profissional ou pessoalmente, necessita trabalho, mas se existe destino, o dos homens e mulheres da Terra é evoluir, movidos tanto por talentos naturais quanto por desafios a serem superados.

Hoje, entrego uma flor para todos nós, que estamos sempre mudando!

07 março, 2012

Dia do consumidor

Você sabia quem dia 15 de março é o Dia do Consumidor? Bom seria se fosse como aniversário, quando ganhamos um monte de presentes... Mas como não dá para ganhar, mais vale pelo menos aprender alguma coisa diferente para não perder - tempo e dinheiro.

O PROCON/SC e a Associação Catarinense de Supermercados (ACATS) vai dar a festa: de 13 a 16 de março, na Rua Vitor Meirelles, Centro de Florianópolis, entre 10:00 e 17:00. Na Rua do Consumidor, vão estar presentes IMETRO/SC, VIGILÂNCIA SANITÁRIA/SC, CIDASC, CELESC, CASAN, PROCONS MUNICIPAIS de Chapecó, Joinville, Palhoça e Tijucas, estudual,  e o Conselho Estadual de Combate a Pirataria. Vai ser possível, ainda, participar de palestras educativas no mini-auditório.

A festa terá mais 2 motivos para comemorar: os 22 anos de vigência do Código de Defesa do Consumidor  e a assinatura de um convênio com a ACATS, chamado "De Olho Na Validade". Vai ser mais uma chance para você, consumidor, ser o responsável pelo controle dos serviços prestados. Aguarde mais detalhes!

E parabéns pelo nosso dia!